Aumentar a margem de lucro é o objetivo de todo empreendedor. E, para alcançar essa meta, muitos focam em crescimento de vendas, investem pesado no marketing ou fazem grandes campanhas publicitárias. Porém, em diversos momentos, vemos que dedicar um tempo para desenvolver uma gestão estratégica pode melhorar os resultados da sua empresa, sem trazer os mesmos riscos que grandes investimentos possuem.

Neste post, explicaremos melhor como uma gestão estratégica pode ser usada para reduzir custos dentro de uma empresa. Continue lendo e confira!

As vantagens de uma gestão estratégica

Em primeiro lugar, possuir uma gestão estratégica não se resume apenas a saber aonde sua empresa quer chegar. Na verdade, trata-se chegar ao destino com eficiência e cuidando bem dos seus recursos. Isso significa acompanhar de perto os resultados da sua empresa, tendo como objetivo alcançar as metas determinadas, mas sempre focando no uso racional dos recursos da empresa.

Quando é hora de cortar custos?

Muitas pessoas acreditam que o corte de custos está diretamente ligado à situação frágil que uma empresa está enfrentando — mas se enganam. Com efeito, o corte de custos pode, inclusive, evitar que o empreendimento enfrente uma situação adversa no futuro.

Por isso, ao adotar uma gestão estratégica voltada à redução de despesas, tenha em mente que você estará estudando como sua empresa poderá ser mais eficiente, o que não significa cortar investimentos. Pelo contrário: a gestão estratégica quer torná-los mais certeiros, evitando erros de percursos e prejuízos.

Portanto, realizar esse tipo de estratégia apenas quando o caixa da empresa não está bem pode prejudicar seus negócios de maneira permanente, e você já vai entender o porquê.

Como avaliar os fornecedores?

Na verdade, se o seu empreendimento desfruta de um bom momento, realizar uma gestão estratégica voltada à redução de custos não será um grande problema. Essa será uma ação preventiva com o objetivo de agilizar processos. Nesse caso, o empreendedor não desejará colocar a qualidade do serviço em risco, por isso, tomará muito cuidado na hora de trocar para um fornecedor mais barato, por exemplo.

Já o empresário que enfrenta um momento de turbulência tem como principal foco o corte imediato de gastos, para reequilibrar o caixa. Nesse caso, se a gestão estratégica não for realizada com cuidado, sua qualidade pode cair, diminuindo o interesse do consumidor e piorando a situação da empresa — como uma verdadeira bola de neve.

Por isso, esse tipo de estudo deve ser feito como ação preventiva, e não como medida emergencial.

Reduzir custos é melhorar processos

Existem na empresa diversos aspectos que funcionam como um verdadeiro ralo para o dinheiro. Alguns passam despercebidos pelo empreendedor, como os gastos com infraestrutura: o consumo de água, comunicação e energia, por exemplo.

Nesse sentido, grandes companhias têm investido na melhora desse tipo de gasto, não só para reduzir custos — o que já é um ganho a curto prazo — mas, também, para melhorar a imagem da companhia, associando-a ao cuidado do planeta. Aliás, esse tipo de atitude é levado em consideração por instituições como o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), para liberar linhas de créditos.

Gestão estratégica com os colaboradores

Envolver os colaboradores na missão de ajudar a companhia a reduzir custos é fundamental, mas pode não ser uma tarefa tão fácil. Para isso, é necessário evitar a famosa “rádio peão” — deixe claro quais são metas que serão apresentadas, porque elas são importantes para a empresa e, assim, todos ganharão com isso. 

Além disso, é comum que, ao falarmos em “redução de custos”, isso seja entendido como “corte de pessoal” — mas não é esse o caso. Quanto a isso, evite uma abordagem negativa sobre o assunto e associe essa atitude com aspectos como: modernização, agilidade e melhora no ambiente de trabalho.

Outros aspectos também devem ser analisados, como:

Banco de horas

De início, os gastos com horas-extras podem ser diminuídos adotando esse modelo. E, para evitar atritos com os funcionários, determine que a partir do número X de horas pagas, o restante entrará no banco de horas, e ofereça essas horas para datas especiais, como feriados ou férias.

Apenas tenha o cuidado de orientar o colaborador para que aproveite as horas no mesmo ano em que as acumulou; caso contrário, o empregador será obrigado a pagá-las depois.

Terceirização

Este é um assunto que teve destaque nos últimos anos em Brasília. De fato, o empresário pode contar com mão de obra terceirizada, desde que ela não trabalhe na atividade-fim da empresa.

Portanto, estude a viabilidade dessa estratégia para seu negócio, e leve em consideração o fornecedor que poderá ser contratado, os custos envolvidos e se isso não impactará qualidade final do seu produto.

Benefícios

Os benefícios também são um grande incentivo aos colaboradores. Muitos, inclusive, o usam como critério de desempate na hora de escolher uma empresa.

No entanto, nem todos os benefícios oferecidos são, de fato, utilizados pelo funcionário, gerando um custo que não traz retorno para ninguém. Faça uma avaliação dos benefícios oferecidos pela sua empresa. Nesses casos, você pode substituí-los por outros mais úteis, e, talvez, até mais baratos.

Contratação

Sabemos que algumas empresas não dão o devido valor para a contratação — até porque os custos envolvidos com processos seletivos e treinamentos geralmente são grandes.

Então, para fugir disso, invista em um processo de seleção eficaz. Assim, você evita uma grande rotatividade de funcionários — o que não é bom para o negócio — e evita gastos com futuras novas contratações.

Automação

Atualmente, já existem diversas funções que podem ser automatizadas: controle de estoque, vendas, caixa, atendimento ao cliente etc. Com isso, o empreendedor ganha eficiência na sua produção e reduz custos com mão de obra. Mas, é claro, lembre-se de que esse tipo de ação demanda um estudo de investimento, para que você possa verificar se ele atende à realidade da sua empresa.

Conhecendo o seu empreendimento

Enfim, para conseguir uma gestão estratégica eficaz, o empreendedor deve conhecer a fundo sua empresa, entendendo para onde vão os recursos, por que eles são destinados para determinados setores da empresa e que tipo de retorno é esperado. Isso ajuda o empresário a saber onde pode realizar cortes. Esse tipo de ação evita danos permanentes à empresa — não importando se trata-se de uma grande companhia, ou um negócio familiar. 

Além disso, investir em melhorias na infraestrutura também é uma estratégia que pode trazer ganhos, como a otimização do consumo de água e energia, por exemplo, que podem ser aperfeiçoados gerando uma economia de até 40%, de acordo com dados do Sebrae.

E aí, gostou do artigo? Agora que você já sabe um pouco mais sobre gestão estratégica, sua empresa tem tudo para decolar! E aproveite para compartilhar este texto na sua rede e ajudar outros empreendedores!

 

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